O céu ainda nublado acordando e me lembro de um compromisso matutino com o ensino dos números. E passo a manhã entre regras e explicações. Meu cérebro desperta para mim, o meu eu maior; aquele principal, como diria Virgínia, que estava a procura nestes dias. A manhã se despede com um lindo sol e céu azul cobrindo todos os espaços da planície. Ele está acima, ao meu lado, faz-me companhia. Inspiro aos muitos, tentando gravar cada pedaço deste passeio onde as nuvens são minhas companheiras.
É que ando feliz e apreensiva, aproveitando os dias; tudo e todos. Aproveitar… Ao mesmo tempo minha cabeça não mergulha profundamente nestes lugares, só em algumas ocasiões em que quase esqueço desta espera. Como sexta-feira à noite, com a companhia de Cristal e das estrelas, numa madrugada engraçada – porque a coisa num nível de ruindade é até divertida. E ver mais uma vez a Cinelândia na penumbra das luzes da madrugada; um sonho ou realidade? Com aquelas cores não consigo precisar.
Sinto-me um pouco Mrs, tão silenciosa, tão trancada. É que eu não sei me despedir muito bem das coisas, dar até logo. Espero aprender, espero que alguém me ensine. “Ó tia, por que não usa aquela sua calça de duas cores?”, é que tudo está trancado naquela mala, até minha vida vai lá, trancada. E fica apenas essa saudade por deixar estas coisas. Quando a abraço, sinto perder seus próximos meses, estará tão grande. Inevitável, está na minha hora de voar, a dela chegará. Pousarei na tua janela em breve, prometo.
Estou feliz apesar de andar muito filosófica, desconfiando de todas as coisas ao redor; o mundo existe mesmo? E quem o criou? Mas aí alguém liga, diz uma palavra e tudo fica bem. Queria permanecer assim.