Acorde pequena criança, não nos deixe assim. O sol nasceu sorrindo, um sorriso bem fraquinho, e só sua chegada o fará brilhar de novo. Acorde vem nos alegrar o dia, balance os sinos do meio-dia, não deixe esta pobre senhora assim. O ar está em todo o lado, por isso, aspire-o bem fundo e levante seus olhos, acorde e sorria.
Acordei e o triste dia já se prenunciava nas nuvens cinzentas e na chuva fininha cimentando um leve caos. A cidade toda nasceu sem você, menino, e sem sabermos o que fazer nos tropeçamos e nos arrastamos. Acorde, sua avó ainda não chegou e seu sorriso a ela faz falta. Coloque a mão em seu coração e a tristeza acabará.
Os homens de brancos nos maltratam, chegaram e trouxeram a nós más notícias. Em silêncio passeio pelo dia, querendo ver seu sorriso pela última vez. O sino tocou novamente, arranjaram alguém para o tocar. Para balançar o sino, terão muitos. Para nos tocar, quem terá? Choro calada pelo dia e preciso de boas notícias, menino. Por isso, acorde e alegre-nos.
Este apelo desesperado exige: que a alegria enfim chegue e o peso do dia seja aliviado junto com seu sorriso. Estarei aqui a espera de seu milagre que virá junto com o seu tocar. Acorde, grite, conte as boas novas, disso estamos precisando neste dia gris. Hoje o sol nascerá quando você aparecer. Tudo de que preciso é, você ouvir.
desejado por sphinx.
Andava nas ruas como se fosse só no mundo. Entrou no cabeleireiro e raspou o cabelo. Suspirou enquanto andava nas ruas cinzas. Chegou em casa, comeu comida requentada e desejou que o telefone tocasse. Queria escrever alguma coisa, mas não tinha idéias. Estava branca delas. Também, era exigido dela a todo o momento idéias para vender aquela roupa, ou aquela bolsa, ou aquele amor. Até amor ela vendia ultimamente. Vendia, mas não o sentia. E alguém o sente? Perguntava-se.