Quando menos se espera lá vamos nos acorrentando aos sentimentos. Se triste, se alegre; cansado ou preocupado, parecemos imóveis a espera da corrente; nada há a ser feito.

Eu gostaria de estar sempre presa à felicidade, mas esta é daquelas que está sempre a fugir, a procura incessante de um novo lugar para pousar. Abandona-nos a mercê da melancolia.

Ás vezes, estas correntes parecem tão fortes que achamos que nunca delas escaparemos. Um dia elas nos libertam ou somos nós que nos libertamos para sermos capturados em seguida.

Confesso que tenho dúvida, somos nós que somos presos à elas, ou nos prendemos vezes sem querer – ou mesmo querendo? Talvez exista o que possa ser mudado. A partir de agora escolherei a emoção que quero para acorrentá-la junto a mim, várias delas. Eu quero sentir…

Emoção, eu preciso de várias para viver!