A frágil borboleta coloca sua primeira asa fora do casulo. Quão frio é o mundo! Porém descobrirá que ele pode ser quente. Ainda não podemos saber que cor ela contém. E isso pouco importa. Não podemos saber qual destino ela escolherá. Arrisco-me apenas a contar que ela se depara com a possibilidade de dois destinos e ela nem sabe para o qual seguirá.
De repente uma possibilidade, mas descobriu que a mágoa de ser transformada em tão frágil ser ainda perdura. Sabe que pode perdoar, mas não sabe se quer dar mais que o perdão. Ah, não é dada a mudança de idéias com tanta facilidade e não entende quem muda tão rapidamente de idéia.
Fica na possibilidade de realizar um antigo sonho, que fora recharçado, e um novo que se desenhava dentro dela como crisálida. Todos os sonhos são bonitos quando sonhados, mas o que serão eles quando realidade? Sem saber adia o momento. Fecha-se com qualquer substância da qual é feita. Sabe que tem que decidir. O ar está todo lá fora a espera. Contudo o ar se mostrou uma vez terrível. Tem medo de voltar a acreditar. Pelo menos por enquanto adia. No casulo, ainda não está preparada para o primeiro vôo.