Ah, a chuva chata e fina que passa o dia a cair pacientemente como eu que cismo em falar a mesma coisa semanas a fio. Não, ninguém merece mais ouvir falar de mim, mas principalmente, eu não mereço me ater a material tão volúvel que um dia sente para no outro não mais saber se sequer sentiu. A borboleta, para usar a linguagem deste blog, nasceu e voa claudicante, seu primeiro vôo.

Ultimamente tenho sido visitada pelo medo constante. Talvez a proximidade de meus 28 anos tenha aberto em mim uma urgência que contrasta radicalmente com minha vida parada a espera de decisões que eu não sei como tomá-las e, sendo sincera, o mundo não faz nenhum sinal que vai me ajudar, talvez ele esteja cansado e desta vez tenha decidido me deixar resolver sozinha.