D20033-02

meus muitos nomes
Era uma noite clara, estava lá pensando na vida em busca de mim quando, de repente, fui tragada pelos ares e fui colocada lá em cima a guardar a Terra. Foi assim que ele me conheceu, majestosa lua. Quatro estados de espírito, a beleza da luz e da escuridão e um complicado amor que existia, mas que não era materializado pela distância. Um dia ele cansou. Triste e desesperada, perdida e desencantada caí do céu. Do lado escuro do meu antigo eu, surgiu a nova porção de mim, a porção sphinx (esfinge). Leia Mais.

borboletas de cores inimagináveis
Faço tudo para parecer e, às vezes, até me convenço de que se trata de ferida cicatrizada, mas não é, e vejo em mim o sangue a jorrar. Faço tudo para não respingar em ninguém e, por não verem, todos se convencem do que conscientemente quero. Porém, sou uma complicada soma de nuances que deseja para depois não mais desejar; que ama, para logo mais odiar e mais um pouquinho a frente amar. Queria ter uma cor única por toda a minha vida, mas fui criada assim, de tantas cores. Talvez porque eu venha de tantas formas e vidas que não poderia virar uma borboleta normal. Eu não sou comum. Leia Mais.

as perguntas sem respostas
A minha cabeça girava lentamente e toda a decisão parecia ter chegado a minha vida, mas foi apenas impressão de fim de festa porque, tão logo a manhã chegou, eu era toda indecisão. Eu sei que em situações como esta, onde o sonho foi engolido e acabo de ser cuspida pela ave inimiga, é normal estar tão confusa, entre o sim ou o não. Contudo, o fato de saber que é assim que as coisas funcionam, não me deixa melhor. Antes, sinto-me cada vez mais emparelhada. A boca inimiga (ou seria amiga) está próxima, mas eu procuro manter uma distância adequada. Leia Mais.

as dúvidas sinceras de uma borboleta
Como borboleta tenho sempre o problema de voar, voar e não chegar a lugar algum, mas agora quero voar metros diretamente a você para dizer que estou confusa, que não entendo o que aconteceu, o que deu errado. Mesmo que digas que o problema era as circunstâncias, eu sempre vôo nesta mesma alternativa, “o que eu fiz para dar errado?” Chega o momento em que percebemos que nada fizemos, e o fato das coisas serem decididas não por nós, mas pela vida, antes de trazer alívio traz mais tristezas. Leia Mais.

então, crisálida
As palavras ficaram no ar, entre a minha boca e meu pensamento, e perguntei sobre aqueles problemas práticos, como se fosse o mais importante. O diálogo tão cuidadosamente se perdeu quando um jato voou ao meu lado. Eu, tão frágil, pude apenas num sopro tentar me defender. De quê, eu, pequenina borboleta, não sei. Leia Mais.

vida em casulo
Fechada em meu casulo, entre livros e palavras, estas que não quero, mas das quais preciso, eu, eu vivo. Não vivo, mas procuro viver. É uma vida meio preguiçosa, sem grandes feitos, mas planejando-os. E tem uma rotina no meio, porque a rotina é necessária para me manter lúcida. E perceber que sou também responsável pode até fazer crescer, mas dói. Contudo não me afasto da dor, quero toda a dor sem me anestesiar. Quero senti-la até o último pingo e para isso me despetalo devagar. Leia Mais.

pega o mato
Sentes a minha falta? Eu devia estar transbordando de felicidade, e derrubando as cascas que me envolvem, e dando meu primeiro vôo. De que adianta arrependimentos quando as coisas passaram. Por isso, não faço a pergunta. A resposta de pouco adiantaria. Eu já fui envolvida. Apenas tento me proteger para que ninguém de mim se alimente; apenas busco em mim novos rumos, novas cores. O que fazer agora, é a pergunta. Leia Mais.

quebrando a casca
Eu queria ser uma borboleta colorida sem necessidades de pensar coisas práticas. Quero antes o sonho, o doce sonho de ser o que minha imaginação conseguir imaginar. Estou cansada da dura realidade de aos 27 anos (chegando rapidamente aos 28) não ter nada do que sonhei; e o que imaginei acabou se mostrando tão esgarçado que se esvaeceu rapidamente. Tudo foi sonho. E hoje, o que sou? Leia Mais.

qual a cor?
A frágil borboleta coloca sua primeira asa fora do casulo. Quão frio é o mundo! Porém descobrirá que ele pode ser quente. Ainda não podemos saber que cor ela contém. E isso pouco importa. Não podemos saber qual destino ela escolherá. Arrisco-me apenas a contar que ela se depara com a possibilidade de dois destinos e ela nem sabe para o qual seguirá. Leia Mais.

primeiro vôo
Ah, a chuva chata e fina que passa o dia a cair pacientemente como eu que cismo em falar a mesma coisa semanas a fio. Não, ninguém merece mais ouvir falar de mim, mas principalmente, eu não mereço me ater a material tão volúvel que um dia sente para no outro não mais saber se sequer sentiu. A borboleta, para usar a linguagem deste blog, nasceu e voa claudicante, seu primeiro vôo. Leia Mais.

meu caos e minha simplicidade
lagarta. casulo. crisálida. borboleta. fases minhas, muito bem representadas ao longo de um percurso e de uma vida. não é a toa que escolhi este inseto aparentemente frágil que está sempre indo de uma fase a outra. mais uma vez, uma mudança. eu poderia, mas não sou um bichinho que sossega na mesma forma o resto da vida. então abandonei a regularidade do espaço e serei meus múltiplos, de uma só vez. Leia Mais.

incontáveis renascimentos
Segundo a lenda, uma quase-menina virou lua e depois de cair em desgraça de amor, esfinge tornou-se. Porém, um dia, a esfinge viajou a terras distantes e acabou transformando-se numa linda índia, que por amor, embarcou a terra desconhecida. Teve que retornar, sem nenhum motivo conclusivo e, ao mesmo tempo, por muitos motivos. Neste momento foi, símbolo máximo da transformação, lagarta, crisálida e borboleta. Voou, voou, voou e mergulhou num mar profundo. Leia Mais.

ainda sobre borboletas
Uma borboleta nasceu. Venceu seu casulo em plena primavera chuvosa e deu de asas neste mundo, que ela achou enorme. Voa de flor em flor, experimentando pensamentos. Criados, eles agora precisam ser maturados, crescidos. Estes pensamentos se desenvolvem e a borboleta percebe que as coisas a que ela queria chegar estavam sempre dentro dela, só precisavam deste tempo para florescer como o belo jardim. Agora ela age como jardineiro, podando e alimentando. Que estes pensamentos cresçam belamente para que esta borboleta se alimente de nutritivo pólen. Leia Mais.

Uma resposta to “borboleta”


  1. oi amei esse sita mas botem mas informasoes tipo porque a borboleta nasce do casulo xau.

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